quinta-feira, 19 de abril de 2007

Fundamentos Básicos da Astrologia

A Astronomia difere da Astrologia, enquanto a primeira é considerada uma Ciência Acadêmica, que se ocupa dos estudos dos astros, a Astrologia é considerada como uma crença pagã, em que se acredita nas influências dos Astros sobre a vida dos homens e seu destino. Mas a ciência do Zodíaco vem das mais remotas antiguidades, onde quer que se mencione o número doze, este está invariavelmente ligado aos doze signos do Zodíaco, como a alusão aos doze Patriarcas judeus, os doze filhos de Jacob. E foi para perpetuar esta tradição ao número 12 que corresponde aos signos do Zodíaco, que o sol visita a cada doze meses, que Moisés dividiu a sua nação em doze tribos, instituiu os doze pães da proposição e colocou doze pedras preciosas no peitoral das vestes ritualísticas de seus sacerdotes. O Antigo Testamento está repleto de alusões aos doze signos zodiacais, e todo o seu esquema de heróis, personagens e acontecimentos se baseiam nos signos zodiacais. Vamos também encontrar claramente no Livro dos Reis menção ao Zodíaco. Em todas as tradições antigas vamos nos deparar com a divisão do zodíaco em 12 partes e sempre com os nomes dos planetas enumerados na mesma ordem, que nos leva a crer que tal ciência sempre fez parte do conhecimento Universal.

A ciência Astronômica considera como Zodíaco o círculo maior da esfera paralela à eclíptica, por onde se movem as constelações, sendo que, a Eclíptica é o círculo que o Sol parece descrever no céu em seu movimento anual.

A Astronomia, para diferenciar as estrelas na abóbada celeste, classifica-as em diferentes grupos ou constelações, como constelações zodiacais, austrais e boreais.

Na Astrologia utiliza-se dos cálculos astronômicos para se fazer o levantamento da carta natal do indivíduo, considerando apenas como influente sobre os destinos dos homens as constelações zodiacais, que são formadas por doze grupos de estrelas diante das quais a Terra executa a sua revolução anual. A zona celeste que as compreende é chamada de Zodíaco, que provém da palavra grega Zoé, que significa a vida, a existência.

As constelações zodiacais ou signos, a serem percorridos sucessivamente pelo Sol no período de um ano, produz as estações do ano e anima e conserva a vida de todos os seres do nosso Planeta, em razão do influxo especial de cada um destes doze signos, através do contato com os raios luminosos do Sol, que o faz passar invariavelmente, por estes doze pontos do Zodíaco, através do Éter Cósmico.

A Terra, que é considerada como um enorme aparelho eletromagnético, em seu curso anual entra em contato com cada um destes doze signos ou correntes de forças que dão origem aos diferentes fenômenos, físicos e biológicos, que caracterizam cada um dos doze meses e cada estação, sendo que as modificações observadas a cada ano nas mesmas estações são provenientes das mudanças de posição dos planetas superiores e às suas recíprocas configurações que se produzem ora num ponto do Zodíaco, ora noutro.

O círculo zodiacal é dividido em 360 graus; cada 30 graus são ocupados por um signo, dando um total de doze signos, como se nós dividíssemos uma laranja em 12 partes semelhantes, estas divisões chamamos de Signos do Zodíaco, que correspondem aos doze meses do ano. Cada um destes Signos é governado por um dos 7 planetas regente (Marte - Vênus - Mercúrio - Lua - Sol - Júpiter - Saturno), e de acordo com o mês do ano em que nascemos, poderemos dizer qual é o Signo que governa nossa vida e, conseqüentemente, que tipo de saúde iremos ter e quais serão as nossas características determinantes de nossa individualidade , o nosso lado positivo, o nosso caráter. Assim como a nossa personalidade, ou o nosso lado negativo será determinado pelo signo em que se encontra a Lua no momento de nosso nascimento, sendo essa tendência mais ou menos marcante de acordo com a fase em que a Lua estiver, ou seja: Lua Nova, Lua Crescente, Lua Cheia, Lua Minguante.

Cada Signo tem os seus respectivos arquétipos e influências diferentes e bem distintas dos outros. Cada um tem seu próprio fim e sua própria influência, e se compreendermos a significação destes signos, saberemos que o Sol é um símbolo visível da parte espiritual da humanidade. Que a Terra representa a sua parte física, os Signos do Zodíaco, os representantes da natureza dos desejos ou corpo astral, e os planetas regentes, os representantes das forças siderais.

Como dissemos, cada constelação Zodiacal, ou cada Signo, corresponde a um mês do ano, começando pelo Signo de Áries que entra no dia 21 de março ocupando na abóbada celeste um arco de 30 graus.

Em razão do movimento anual da Terra, o Sol parece entrar, na quarta semana de cada mês, em um novo Signo, percorrendo um grau aproximadamente por dia, e três Signos em cada uma das quatro estações do ano, e percorrendo os doze Signos em um ano, perfazendo assim os 360 graus do Zodíaco. Ainda temos a divisão dos Signos em dois grandes grupos denominados de setentrionais, os seis primeiros que estão ao Norte do Equador Celeste e meridionais, os outros seis que estão ao Sul do Equador Celeste.

Assim é que os signos de numeração ímpar - (1, 3, 5, 7, 9 e 11), Áries, Gêmeos, Leão, Sagitário e Aquário, são chamados de positivos ou masculinos; e os de numeração par - (2, 4, 6, 8, 10, 12), Touro, Câncer, Virgem, Escorpião, Capricórnio e Peixes, são os chamados Signos negativos ou femininos.

Além disto, os doze Signos do Zodíaco estão divididos e agrupados de três em três, segundo a sua natureza elemental, formando 4 grandes trignos, a saber:

1 - Signos do Fogo / Masculino: Áries - Leão - Sagitário / polaridade positiva

2 - Signos da Terra / Feminino: Touro - Virgem - Capricórnio / polaridade negativa

3 - Signos do Ar / Masculino: Gêmeos - Balança – Aquário / polaridade positiva

4 - Signos da Água / Feminino: Caranguejo - Escorpião – Peixes / polaridade negativa

A Astrologia estuda a relação que existe entre a posição dos astros no momento em que o indivíduo nasceu e os fatos na vida desta pessoa. Se isto parece alguma coisa absurda, não devemos esquecer que o homem vem fazendo isto historicamente pelo menos a 5000 anos e que nestes anos todos, tem acumulado uma enorme experiência de erros e acertos. O princípio em que se sustenta a Astrologia é o axioma esotérico de que “o microcosmo é um retrato do macrocosmo” ou “ainda que o que está em cima retrata o que está em baixo”. De uma maneira prática: assim como o ADN tem em si a fórmula de como o corpo do indivíduo será, o mapa astral (retrato do céu no momento do nascimento) aponta fatos e tendências de sua vida, pois que não há dois mapas iguais mesmo com diferença de um segundo entre os nascimentos, é uma impressão digital que não se repete.

Sabemos que a mais forte influência exercida sobre o destino do homem é, em primeiro lugar, a do Sol; depois a dos planetas mais próximos da Terra, ou então dos que são ascendentes na hora do nascimento, mas é preciso entender que nenhuma ação, de qualquer planeta, nem as fases do Sol, da Lua ou de qualquer corpo celeste é mais forte do que a vontade do homem. Por essa razão o homem consciente de si, que busca o caminho da espiritualidade constrói seu próprio destino, modificando até tendências desfavoráveis previstas em seu mapa natal, pois segundo o sábio Tomás de Aquino: "Tudo o que existe na superfície deste mundo sublunar está sujeito à influência dos astros, mas o sábio domina os astros".

A Astrologia sempre foi uma das ciências mais estudadas pelos grandes iniciados de todas as eras, devido a sua grande importância no entendimento das Leis de Deus. O próprio Cristo demonstrou a grande importância desta ciência, quando escolheu para seu discípulo 12 Apóstolos, 72 Adeptos (instrutores) e 360 afilhados, ficando claro que tal escolha devia-se a manifestação da Lei Cósmica (Umbanda), que se concretiza através das 12 constelações zodiacais, os 72 semi-decanatos e os 360 graus do círculo eclíptico celeste.

Todas as antigas tradições estão repletas de alusão ao zodíaco, como os 72 versículos de David, os 72 Gênios da Kabala. O homem que passou da fase de adormecido para a fase de despertar consciencional vai estar sentindo em si que tudo no Universo se correlaciona e está em perfeita sintonia e harmonia. Os ritmos e ciclos do Universo abrangem a tudo, nada foge a essa realidade, pois esses ritmos e ciclos são impressos no Universo através da poderosa vontade dos Orixás. Como exemplo desse magnífico sistema, vamos encontrar as 72 pulsações do homem, correspondendo aos 72 anos que o Sol leva para retrogradar um grau através do céu. A História está cheia de casos que ilustram a imensa importância dada à Astrologia, como ficou bem expressa no mito das 12 Tarefas de Hércules, escrito com profundo conhecimento, tanto da Astrologia como do simbolismo, além de conter profundo significado oculto. No passado todos os sacerdotes e governadores tinham que ser versados na ciência das estrelas e dos números.

Todos os grandes fatos históricos estão marcados por acontecimentos raros de conjugações astrológicas, como a rara conjugação de estrelas que marcaria o nascimento de Cristo, que tinha sido previsto antecipadamente pelos Três Magos, que eram Reis Astrólogos da Caldéia. Os antigos afirmavam que toda a história da evolução da humanidade, do sistema solar e do Universo está escrita e prevista nas estrelas, agrupadas como numa espécie de estenografia mística, passível de tradução.

Como comentamos no início de nossos estudos, que os Orixás são os Construtores de nosso Universo, logicamente a regência de cada Planeta e Constelação Zodiacal, bem como, todos os acontecimentos referentes a evolução do nosso sistema solar estará debaixo das linhas de forças provenientes dos 7 Orixás Regentes, que concebemos na Umbanda como Orixalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Yorimá (Yofá-Obaluaê), Yori (Ibeji-Erês-Crianças) e Yemanjá.

São esses mesmos 7 Orixás Regentes, que nos dão a vida, quando de nossa reencarnação no corpo físico, daí a necessidade de conhecermos nossa regência, para que possamos, através desse conhecimento, atrair as forças cósmicas que necessitamos, para nosso benefício espiritual e material.

Assim é, que na dependência de nossa data de nascimento, estaremos debaixo da regência de um signo, que nos dará a regência do Orixá correspondente, conforme poderemos verificar na tabela objetiva das vibrações astrológicas para fins práticos, reproduzida na pagina seguinte.

Tais conhecimentos são muito antigos e se perdem nas noites dos tempos da existência da raça humana. As Escolas Orientais identificam os mesmos 7 Orixás da nossa Umbanda, como sendo as 7 Hierarquias ou Potestades Criadoras, que eles representam através do simbolismo de uma roda de sete círculos concêntricos, cujas respectivas cores são as sete do espectro solar, que os Católicos identificam como Arcanjos, e as Escolas ditas como Esotéricas como sendo os Espíritos Planetários, ou os Regentes dos Sete Planetas Sagrados, que são os mesmos representados nas Rodas do sacerdote Ezequiel.

Assim é, que todo homem nasce sob a influência de determinado Planeta, e sobressai o princípio que tem a sua origem na Hierarquia da mesma cor. Também haverá em toda a sua constituição cores derivadas dos demais Planetas, porém o Planeta Regente será o mais forte.

Orixá Regente - Planeta Regente - Signo Regente - Regência - Elemento - Polaridade

Ogum / Marte / Áries / 21.03 a 20.04 / fogo (+)

Oxóssi / Vênus / Touro / 21.04 a 20.05 / terra (-)

Yori / Mercúrio / Gêmeos / 21.05 a 20.06 / ar (+)

Yemanjá / Lua / Câncer / 21.06 a 21.07 / água (-)

Orixalá / Sol / Leão / 22.07 a 22.08 / fogo (+)

Yori / Mercúrio / Virgem / 23.08 a 22.09 / terra (-)

Oxóssi / Vênus / Libra / 23.09 a 22.10 / ar (+)

Ogum / Marte / Escorpião / 23.10 a 21.11 / água (-)

Xangô / Júpiter / Sagitário / 22.11 a 22.12 / fogo (+)

Yorimá / Saturno / Capricórnio / 22.12 a 20.01 / terra (-)

Yorimá / Saturno / Aquário / 21.01 a 20.02 / ar (+)

Xangô / Júpiter / Peixes / 21.02 a 20.03 / água (-)

Nesta altura o adepto atento que está observando esta tabela, e vem acompanhando o raciocínio dos nossos estudos, e que freqüenta Terreiro, já observou que não consta na referida tabela o nome dos outros Orixás conhecidos do meio Umbandista, e de Cultura de Nação. Como já viemos falando anteriormente neste trabalho, esta divisão Setenária das Hierarquias Cósmicas e Planetárias não é invenção nossa, e todos de um modo geral sabem e concordam que a Lei de Umbanda é Setenária, isto é, possui 7 Linhas, 7 Orixás Maiores que pela expansão Setenária geram os Orixás Menores, discordando apenas quanto ao nome desses Orixás Maiores e Menores, o que não discutiremos em nosso trabalho pois fugiria ao nosso objetivo, mas afiançamos que os nomes dos 7 Orixás Maiores estão corretos, e que podem ser comprovados através do Arqueômetro de Saint-Yves D Alveydre, que dá a chave de todas as religiões e de todas as ciências da antiguidade. Esses 7 Orixás Maiores são unidades pares, isto é, possuem os dois princípios masculino e feminino, são pares vibratórios, agem em conjunto, refletindo cada par uno um dos 7 Raios Primordiais Cósmicos que nos dão o alento da vida. Esses 7 Orixás Mairores, como já dissemos nunca encarnou no Planeta, são Seres Espirituais elevados, distantes das distorções que querem lhes atribuir de comportamentos humanos, quais sejam, de ira, vingança, vaidade, inveja, e outras tantas mazelas humanas. São esses seres que representam o poder de Deus na Terra, e que pelo signo de nascimento da pessoa lhes dá a cubertura e a altorga para o reencarne no corpo material, é o falado "Orixá de Cabeça", ou Olori, e que esses Orixás nada tem a ver com a mediunidade do filho de fé, que geralmente quando médiuns atuantes na corrente Astral de Umbanda, trazem em seu mediunismo, Entidades Espirituais da faixa de Caboclo, Preto Velho, Criança e Exú, diferentes da vibração do seu Orixá Regente, pois a função deste Orixá Regente é propiciar as lições Kármicas que precisamos aprender durante uma determinada reencarnação no signo sob o qual nascemos. Quando da nossa reencarnação em nosso Planeta, a mesma se dá em determinado mês do ano, determinado dia do mês e da semana, determinada hora desse dia, e sob a influência de uma das 4 fazes da Lua, e tendo ainda uma força misteriosa e potente presidindo todo esse acontecimento, que são as forças Siderais conhecidas como os Tatwas (energias cósmicas presente em todo o Universo). Tudo isso não é por acaso, pois todas essas combinações nos trarão coberturas adicionais que virão através da co-participação dos demais Orixás Maiores, que completarão assim todo um esquema de reencarnação do ser espiritual no corpo material.

E é baseado em todo esse manancial de conhecimentos esotéricos que como já falamos anteriormente se perdem nas noites dos tempos, que o Primado de Umbanda fundamentou sua ESCOLA, transmitindo aos seus Federados e adeptos, alguns fundamentos esotéricos, pois muitas coisas se falam, e se ensinam na Umbanda sem conhecimento de causa, e sem a respectiva prova científica do porquê se faz. Não queremos, nem é essa nossa intenção de julgar ninguém, nem muito menos menosprezar ou de contestar quem pense diferente, mas como o Primado de Umbanda é uma Instituição que visa a preservação e difusão dos reais fundamentos da nossa Umbanda, não podemos ficar silenciados para agradar a esse ou aquele segmento, pois temos o dever e a obrigação de levar ao conhecimento do público em geral a informação de que nossa Religião possui toda uma Cosmogonia e não está fundamentada em lendas e fetichismos, e muito menos que seus sacerdotes são pessoas bestializadas, e sim que a Umbanda é "Coisa séria para quem é sério ou procura ser sério", como dizia o fundador dessa Instituição o Caboclo Mirim.

Antes de esgotarmos este assunto, a título de ilustração ao adepto esclarecemos que o calendário utilizado por nós é o calendário Gregoriano, porque o Papa Gregório I, há mais de 100 anos, observou que, devido aos 5 graus e 48 minutos e 47 segundos, a mais, que o Sol percorre a cada 24 horas, terminaria acontecendo um adiantamento de 6 horas em cada ano. No fim de 10 anos, teríamos 60 horas a mais em cada ano e, assim, o Sol não entraria a zero grau do Signo de Áries no equinócio de inverno, aqui no Brasil, que corresponde ao equinócio de verão na Europa. Então, o papa Gregório reuniu um grupo de astrólogos famosos e foram estudar um novo calendário, para poder acertar os ponteiros; por isso, depois de muitos dias de estudos, concluíram que acrescentando um dia a mais de quatro em quatro anos, o Sol somava ou multiplicava as seis horas de cada ano e dava um resultado de mais vinte e quatro horas e, por essa razão, foi criado o ano bissexto.

Um comentário:

joceso disse...

Parabéns,
Muito interessante.
Fantástico.
Nunca havia lido igual materia sobre Astrologia.
Acredito que no paragrafo citando signos de numeração ímpar, falta o de Libra, por problema de impressão, OK ?